“Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.”
Uma sociedade democrática, justa e humanitária pressupõe o respeito a todas as pessoas e a garantia de direitos, independente de sexo, cor, idade, condições físicas, mentais e orientação sexual. Esta é uma disposição de nossa Lei maior, desde 1988. Cabe aos conselhos promoverem a discussão na sociedade, estimulando a transformação da mentalidade antiga para estes novos conceitos, visão de homens e mulheres, combatendo as desigualdades e valorizando a diversidade humana, em que todas as diferenças são fundamentais.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Reportagem: Revista Nova Escola
A história da África em sala
Duas leis federais determinam o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena. Veja como trabalhar esses conteúdos em aula
Fazer os alunos refletirem sobre a diversidade é fundamental
Até bem pouco tempo atrás, o Brasil, conhecido internacionalmente por sua diversidade cultural e pela mistura de raças que formam o seu povo, não tinha as diferentes etnias representadas nos currículos escolares do País. A situação mudou com duas leis, sancionadas nos anos de 2003 e 2008, que tornaram obrigatório no Ensino Fundamental e Médio o estudo da História e Cultura afro-brasileira e indígena.
O que dizem as leis
A lei mais antiga 10.639/2003 não previa o ensino da cultura Indígena nas escolas brasileiras. O texto estabelece que o conteúdo programático inclua diversos aspectos da história e da cultura dos povos que formaram a população brasileira. "As políticas e programas que começaram a ser praticados desde então são fundamentais para valorizar a diversidade dentro das escolas e para incentivar mudanças nas práticas pedagógicas", afirma Viviane Fernandes Faria, Diretora de Políticas para Educação do Campo e Diversidade do Ministério da Educação (MEC).
Aspectos como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional foram incorporados aos currículos depois da aprovação da Lei 11.645. "Por meio do resgate da contribuição de negros e índios nas áreas social, econômica e política da história do Brasil, os professores podem desenvolver ações voltadas para a construção de uma escola multirracial", diz Sobrinho.
A proposta do MEC é incluir no currículo temáticas que façam os alunos refletir sobre a democracia racial e a formação cultural brasileira. "Só assim será possível romper com teorias racistas e diminuir o preconceito", afirma Juliano Custódio Sobrinho, professor de História da Universidade Nove de Julho, em São Paulo. "Os educadores têm um papel fundamental nesse processo, o de mostrar aos alunos que todas as raças presentes no Brasil têm e tiveram importâncias iguais na formação da cultura brasileira", diz.
Como trabalhar
Para ajudar os professores a selecionar alguns aspectos que podem ser trabalhados nas diferentes etapas de ensino no decorrer de todo o ano, o MEC elaborou alguns materiais de apoio que estão disponíveis para consulta no site oficial do Ministério, assim como as Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
Abaixo, veja algumas sugestões de como e quando abordar alguns dos conteúdos relacionados à cultura afro-brasileira em diferentes etapas de ensino:
Educação Infantil
O essencial: Apresentar a diversidade
Durante o período em que frequentam a creche ou a pré-escola, as crianças estão construindo suas identidades. Por isso, desde os primeiros anos de escolaridade, os alunos já precisam entender que são diferentes uns dos outros e que essa diversidade decorre de uma ideia de complementaridade. "É função do educador ajudar as crianças a lidar com elas mesmas e fortalecer a formação de suas próprias identidades", explica Clélia Cortez, Coordenadora do Programa Formar em Rede do Instituto Avisa Lá e selecionadora do Prêmio Victor Civita. "Ele deve atuar como um verdadeiro agente de promoção da diversidade", diz.
Para que isso aconteça, a creche precisa ser transformada em um ambiente de aprendizagem da diversidade étnico-racial, que estimule os pequenos a buscar suas próprias histórias e a conhecer as origens dos colegas. "Estimular a participação das crianças em atividades que envolvam brincadeiras, jogos e canções que remetam às tradições culturais de suas comunidades e de outros grupos são boas estratégias", diz Clélia. Segundo a educadora, a organização os espaços também deve valorizar a diversidade. Ações simples como pendurar imagens de personagens negros nas paredes, adquirir alguns livros com personagens de origens africanas, ter bonecos negros na brinquedoteca e passar filmes infantis com personagens negros para as crianças podem ajudar na formação de cidadãos mais conscientes e agentes no combate ao preconceito.
Do 1º ao 5º ano
O essencial: valorizar as culturas indígena e africana
No Ensino Fundamental 1, os professores já podem levar para a sala de aula algumas noções do que vem a ser a cultura afro-brasileira, com base na realidade dos alunos. É o momento de falar sobre a colonização portuguesa no país e traçar um paralelo com a realidade social dos negros hoje. "Se o aluno entender o processo histórico que desencadeou a desigualdade entre negros e brancos, ele não vai reforçar preconceitos", diz Sobrinho.
Propor projetos e atividades permanentes que valorizem as culturas indígena e africana - como apresentações teatrais de histórias da literatura africana ou lendas indígenas -; trabalhar os elementos de ritmos como o samba e o maracatu nas aulas de Música; ou explorar alguns elementos da capoeira nas aulas de Educação Física são boas formas de abordar os conteúdos no decorrer do ano. "Apesar da inclusão do ensino da cultura afro-brasileira e indígena ter sido imposta por uma legislação, não é preciso forçar a barra para incluí-los nas aulas", explica Sobrinho. "Esses elementos sempre fizeram parte da cultura brasileira e não podem ser ensinados como se fossem conteúdos à parte, descontextualizado da realidade do nosso país", afirma ele.
Do 6º ao 9º ano
O essencial: discutir o preconceito
O Ensino Fundamental 2 é o período ideal para o professor explicar aos alunos que o Brasil foi um país escravocrata e que a abolição da escravidão não veio acompanhada de um processo de inclusão dos negros na sociedade brasileira. "No Brasil, a escravidão foi abolida em 1888, porém, mantivemos o estigma da cor", afirma Sobrinho. Por isso, promover debates sobre as causas do preconceito contra os negros é fundamental, bem como ensinar os alunos a buscar respostas no processo histórico brasileiro. "Os estudantes precisam conhecer os motivos pelos quais os negros ainda lutam pela igualdade de direitos e oportunidades", diz Sobrinho.
Nas aulas de Ciências, os professores podem trabalhar as teorias raciais do século 19, que queriam acabar com a miscigenação e pregavam a necessidade do branqueamento da população. "A ideia errônea da existência de uma ‘raça pura’ permitiu a legitimação do preconceito com relação à diversidade de raças e a crença em uma suposta superioridade da raça branca", diz Sobrinho.
Ensino Médio
O essencial: debater o preconceito de raça
Nesta etapa os professores de Sociologia podem trabalhar o próprio conceito de "raça", sempre com o objetivo de discutir a valorização das diferentes manifestações culturais com base nas representações do outro. A existência de cotas raciais nas universidades públicas e os motivos pelos quais elas se fazem necessárias no Brasil também podem gerar debates interessantes com a turma. É uma boa oportunidade para esclarecer aos estudantes que as cotas, por exemplo, fazem parte de um longo plano de ações que visa incluir os negros dignamente na sociedade.
Muito mais do que leis que incentivem o combate ao preconceito racial, é fundamental que as mudanças da forma de ensinar a História e a Cultura afro-brasileira e indígena partam do engajamento, do aprendizado e do comprometimento pessoal dos educadores, professores e gestores escolares, que devem estar preocupados em construir uma política educacional igualitária, que prepare crianças e jovens para valorizar a diversidade e construir uma sociedade em que a democracia racial, de fato, se torne uma realidade.
Plano de Ação
Plano de ação
Objetivo Geral da ação:
O objetivo do fórum “Um olhar sobre a realidade” é discutir e elaborar propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, com o fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política e estabelecer ações de prevenção e combate a violência contra todos, assim assistir e garantir os direitos a todos os cidadãos, em situação de violência, de acordo com as normas e instrumentos internacionais de direitos humanos e legislação brasileira.
Justificativa:
A nossa sociedade brasileira tem sofrido por um grave problema que é a violência, uma agressividade cada vez mais crescente nas nossas escolas, nas ruas, nas famílias e temos visto principalmente o aumento alarmante dos índices de violência contra mulheres no Brasil, fazendo-se necessário o enfrentamento desse problema que certamente tem mais um caráter social.
A violência é um sinal, um sintoma de uma sociedade que não criou apreço pelos valores e acabou formando adultos sem referenciais de cidadania e de respeito pelo próximo. A violência é a marca de uma sociedade excludente que não escolhe classe social, raça, cor ou poder aquisitivo.
Este Fórum fundamenta-se na mobilização e conscientização da sociedade, para que sejam discutidas questões referentes à Política Pública para todos os cidadãos nos Municípios de Montanha e Pinheiros.
Atualmente, o nosso desfio como futuros Gestores em Politicas Publicas é mobilizar a sociedade para uma conscientização voltada para a construção, baseada em mudanças de valores e atitudes. A participação ativa de todos é de suma importância para a construção de atitudes e mudanças na sociedade em nossa região, nos valores e na melhoria da qualidade de vida da população em todos os sentidos, levando conhecimento, auto-ajuda e entretenimentos.
É preciso fazer valer as leis dos direitos de cidadãos, mas para isso é necessário acabar com as diferenças sociais tão marcantes em nosso País, Para tanto se faz necessário a implantação de Políticas Publicas que viabilizem esses direitos, através da educação de qualidade e condição de trabalho para todos.
Descrição da Ação:
O tema central do vento” um olhar sobre a realidade”, será desenvolvido através de uma ação para sensibilizar a sociedade, começando nas escolas, com turmas de adolescentes e nas comunidades. Os temas a serem discutidos serão: Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação; Direito à liberdade de reunião e participação política e Direito aos benefícios do progresso cientifico nas comunidade, através de palestras e debates.
Atualmente, o nosso desafio como futuros Gestores em Políticas Públicas é mobilizar a sociedade para uma conscientização voltada para a construção, baseada em mudanças de valores e atitudes. A participação ativa de todos é de suma importância para a construção de atitudes e mudanças na sociedade em nossa região, nos valores e na melhoria da qualidade de vida da população em todos os sentidos, levando conhecimento, auto-ajuda e entretenimentos.
É preciso fazer valer as leis dos direitos de cidadãos, mas para isso é necessário acabar com diferenças sociais tão marcantes em nosso País. Para tanto se faz necessário a implantação de políticas Públicas que viabilizem esses direitos, através da educação de qualidade e condição de trabalho para todos.
Planejamento:
O Fórum Comunitário desenvolverá em etapas:
Fevereiro 2012
- Apresentação da Proposta as Secretárias Municipal de Educação, Saúde e Cultura.
· Contratação dos Palestrantes;
· Preparação (Divulgação: Panfletos, folders e Propaganda carro de som).
Execução:
Março 2011
Realização do evento.
População beneficiada:
- População de Montanha e Pinheiros;
Comunidades, Diretores e Professores das Escolas Públicas e Particular, Gestantes, Idosos e Estudantes acima de 18 anos.
Relato de uma aluna do Curso Gestão em Políticas Públicas:
Apesar das diversas mudanças na política racial, às mulheres negras continuam obcecadas com os seus cabelos, e o alisamento ainda é considerado um assunto sério. Insistem em se aproveitar da insegurança que nós mulheres negras sentimos com respeito a nosso valor na sociedade de supremacia branca!
Nas manhãs de sábado, nos reuníamos na cozinha para arrumar o cabelo, quer dizer, para alisar os nossos cabelos. Os cheiros de óleo e cabelo queimado misturavam-se com os aromas dos nossos corpos acabados de tomar banho e o perfume do peixe frito.
Não íamos ao salão de beleza. Minha mãe arrumava os nossos cabelos. Seis filhas: não havia a possibilidade de pagar cabeleireira. Naqueles dias, esse processo de alisar o cabelo das mulheres negras com pente quente (inventado por Madame C. J. Waler) não estava associado na minha mente ao esforço de parecermos brancas, de colocar em prática os padrões de beleza estabelecidos pela supremacia branca. Estava associado somente ao rito de iniciação de minha condição de mulher. Chegar a esse ponto de poder alisar o cabelo era deixar de ser percebida como menina (a qual o cabelo podia estar lindamente penteado e trançado) para ser quase uma mulher. Esse momento de transição era o que eu e minhas irmãs ansiávamos.
Fazer chapinha era um ritual da cultura das mulheres negras, um ritual de intimidade. Era um momento exclusivo no qual as mulheres (mesmo as que não se conheciam bem) podiam se encontrar em casa ou no salão para conversar umas com as outras, ou simplesmente para escutar a conversa. Era um mundo tão importante quanto à barbearia dos homens, cheia de mistério e segredo.
Tínhamos um mundo no qual as imagens construídas como barreiras entre a nossa identidade e o mundo eram abandonadas momentaneamente, antes de serem restabelecidas. Vivíamos um instante de criatividade, de mudança.
Eu queria essa mudança mesmo sabendo que em toda a minha vida me disseram que eu era "abençoada" porque tinha nascido com "cabelo bom" – um cabelo fino, quase liso –, não suficientemente bom, mais ainda assim era bom. Um cabelo que não tinha o "pé na senzala", não tinha carapinha, essa parte na nuca onde o pente quente não consegue alisar. Mas esse "cabelo bom" não significava nada para mim quando se colocava como uma barreira ao meu ingresso nesse mundo secreto da mulher negra.
Eu regozijei de alegria quando a minha mãe finalmente decretou que eu poderia me somar ao ritual de sábado, não mais como observadora, mas esperando pacientemente a minha vez. Sobre este ritual escrevi o seguinte:
Para cada uma de nós, passar o pente quente é um ritual importante. Não é um símbolo de nosso anseio em tornar-nos brancas. Não existem brancos no nosso mundo íntimo. É um símbolo de nosso desejo de sermos mulheres.
É um gesto que mostra que estamos nos aproximando da condição de mulher [...] Antes que se alcance a idade apropriada, usaremos tranças; tranças que são símbolo de nossa inocência, juventude, nossa meninice. Então, as mãos que separam, penteiam e traçam nos confortam. A intimidade e a sina nos confortam.
Existe uma intimidade tamanha na cozinha aos sábados quando se alisa o cabelo, quando se frita o peixe, quando se fazem rodadas de refrigerante, quando a música soul flutua sobre a conversa.
É um instante sem os homens. Um tempo em que trabalhamos como mulheres para satisfazer umas as necessidades das outras, para nos proporcionarmos um bem-estar interior, um instante de alegrias e boas conversas.
Levando em consideração que o mundo em que vivíamos estava segregado racialmente, era fácil desvincular a relação entre a supremacia branca e a nossa obsessão pelo cabelo. Mesmo sabendo que as mulheres negras com cabelo liso eram percebidas como mais bonitas do que as que tinham cabelo crespo e/ou encaracolado, isso não era abertamente relacionado com a idéia de que as mulheres brancas eram um grupo feminino mais atrativo ou de que seu cabelo liso estabelecia um padrão de beleza que as mulheres negras estavam lutando para colocar em prática.
Relato de uma aluna do Curso em Gestão de Políticas públicas em gênero e Raça - GPPGR/UFES
Ações desenvolvidas nas escolas
As origens da idéia de raça e evolução histórica da forma de como elas foram construídas nas ciências naturais até o século XIX e como foi repensada nas ciências sociais, na Antropologia em particular a partir do século XX. Veremos também, como o racismo foi desmontado enquanto ciência, por meio de argumentações da antropologia moderna, já na década de 1920, e depois pela ciência biológica baseada nos conhecimentos genéticos nas décadas posteriores. O racismo aparece com uma roupagem científica, é um tema estudado por vários filósofos e pensadores. Cada um tenta descrevê-lo da sua maneira e tenta mostrar onde o racismo aparece dentro de um processo histórico e até nos dias atuais.
Podemos perceber que o racismo é algo que existe no meio social há muito tempo, ele tem causado muitos transtornos e constrangimentos. O racismo está sendo abordado enquanto ciência, mas mesmo assim, não deixa de expressar sua idéia de ser algo que é prejudicial e negativo a humanidade. O gestor é um líder, cabe a ele a função de possibilitar na escola, empresa ou qualquer meio social em que atua um ambiente agradável e propício para desempenhar a sua função e desenvolver o seu trabalho de forma democrática. O gestor deve valorizar as pessoas as quais mantêm uma relação social de forma ética, crítica e participativa.
Não pode haver discriminação racial ou qualquer forma de preconceito no ambiente em que atua. As oportunidades devem ser oferecidas a todos igualmente. Entretanto, mesmo com o surgimento de leis que atuam contra o preconceito, nós sabemos que o racismo ainda predomina na nossa sociedade, pois, ainda existem pessoas que julga o outro pela aparência e mantém certo distancia, porque acham que são melhores do que o outro. Existem muitas formas de preconceito racial, e o Gestor deve agir juntamente com as entidades sociais criando e executando leis e projetos que envolvam a participação de pessoas independente de sua raça, cor ou etnia. Não podemos desistir temos que nos unir na luta contra o racismo. Só vamos conseguir se desenvolvermos ações que compartilhem uns com as outras idéias que contribuam nesse processo.
Na Escola São João do Sobrado em Pinheiros, os professores e a equipe técnica estamos desenvolvendo um projeto que faz um resgate a cultura africana. Através desse projeto, estamos valorizando a cultura de um povo que embora, tenha sofrido muito pela pobreza, escravidão, preconceito, é um povo que contribuiu muito na formação de vários outros povos. Podemos nos maravilhar com as danças, comidas típicas, diferentes religiões, todo o processo histórico, econômico e social. Não podemos julgar as pessoas por pertencer a uma nação diferente e sim valorizar o que a mesma tem de melhor, bem como compartilhar idéias, valores e costumes.
Na Escola São João do Sobrado em Pinheiros, os professores e a equipe técnica estamos desenvolvendo um projeto que faz um resgate a cultura africana. Através desse projeto, estamos valorizando a cultura de um povo que embora, tenha sofrido muito pela pobreza, escravidão, preconceito, é um povo que contribuiu muito na formação de vários outros povos. Podemos nos maravilhar com as danças, comidas típicas, diferentes religiões, todo o processo histórico, econômico e social. Não podemos julgar as pessoas por pertencer a uma nação diferente e sim valorizar o que a mesma tem de melhor, bem como compartilhar idéias, valores e costumes.
Na nossa cidade existe também o grupo de capoeira, que é composto por jovens e crianças de várias classes sociais. As pessoas que freqüentam, são de bairros diferentes. Os professores são pessoas bem instruídas, bons profissionais ensinam os alunos a respeitarem uns aos outros, independente de sua origem ou classe social. Nessas aulas as pessoas que freqüentam recebem instruções de boa conduta, ou seja, como devem se comportar em casa, na escola, na igreja em qualquer lugar e o mais importante, aprendem a se defender.
Existem também escolinhas de futebol que reúnem crianças e jovens de todas as idades e classes sociais. No CRAS de Pinheiros são oferecidas oficinas de pintura, corte, costura depilações, manicure, cabeleireira, em fim ações que ajudam as mulheres a se aperfeiçoarem em alguma área de trabalho. Esse trabalho é maravilhoso, pois ajuda muito a superarmos o preconceito e valorizar o que cada mulher independente de raça, cor ou etnia tem de melhor para oferecer e também a se tornarem boas profissionais.
Plano de Ação - Pólo Pinheiros - Grupo 04
OBJETIVOS:
-Identificar e apresentar o fuxico como artesanato cultural afro da cidade.
-Mostrar que a cultura mucuriciense tem raízes afro.
-Fomentar uma exposição natalina de fuxico no COPAF- Centro de Comercialização de Produtos da Agricultura Familiar.
-Incentivar grupos da secretaria municipal e trabalho e Assistencia Social de Mucurici a expor peças de fuxico, valorizando o trabalho artesanal.
-Atrair mucuricienses e turistas para o COPAF, atentando a questão afro.
JUSTIFICATIVA:
Durante os trabalhos de identificação de artesãos para feiras e exposições turísticas, observamos que mais de 100 pessoas no município de Mucurici, confeccionam artesanatos de fuxico, tornando-o o artesanato de maior valor cultural da cidade.
O fuxico, de idade secular, tem a sua criação atribuída aos escravos africanos.
O termo “fuxico” é sinônimo de “fofoca” (cochicho) e, segundo o folclore, ele recebeu este nome uma vez que as mulheres se reuniam para costurar e cochichar sobre a vida alheia.
O fuxico esteve associado à classe social de baixa renda e/ou comunidades rurais. De uma década para cá, com o surgimento da customização e a introdução de novas técnicas artesanais na moda e na decoração é que ele começou a ser mais valorizado.
De acordo com o jornal A Gazeta de 15/11/2011, Mucurici é o terceiro município do ES, como maior número de pretos e pardos.
De acordo com o IBGE, desde 2010, as pessoas vem assumindo mais a sua cor.
Mas, ainda é necessário um trabalho de valorização histórico cultural da raça.
Buscando proporcionar a identificação da cultura Afro como parte da formação cultural da cidade de Mucurici, a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Mucurici, com a parceria da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social, criou o projeto NATAL DE FUXICO.
DESCRIÇÃO DA AÇÃO:
O Projeto Natal de fuxico nasceu para identificar o “FUXICO” como artesanato afro cultural do município de Mucurici e apresentá-lo como fonte de renda.
Alunos do Pro jovem Adolescente, PETI e os Grupos da Maior Idade, estão confeccionando as peças (fuxicando) que serão transformadas em ornamentação natalina.
AS AÇÕES ENVOLVEM:
-planejamento;
-apresentação dos projetos aos parceiros (Secretaria de Trabalho e Assistência Social);
-divisão de tarefas;
-compra de materiais e distribuição;
-instruções sobre o surgimento do fuxico e sua importância histórica para a cultura local, como confeccionar este artesanato e monitoramento;
-confecção das peças de fuxico pelos alunos do PETI, Pro jovem adolescente e grupos da Melhor Idade;
-coleta dos fuxicos e montagem das peças natalinas;
-pesquisas realizadas pelos alunos dos projetos a alguns artesãos de fuxico da cidade;
-montagem da exposição;
-distribuição de panfletos informativos durante a exposição ( de 17 a 23 de dezembro no COPAF ).
(carga horária em anexo)
CRONOGRAMA:
Para planejamento:
20 h
135h
TOTAL: 155 horas (em anexo)
Para execução:
POPULAÇÃO BENEFICIADA:
Serão beneficiados:
-Crianças e adolescentes participante do PETI e Projovem Adolescente e grupos da Melhor Idade do Município de Mucurici.
-População Mucuriciense
-Turistas de Minas Gerais, Bahia e do Espírito Santo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Pobreza no Brasil tem face negra e feminina, diz Dilma Rousseff
A presidenta Dilma Rousseff afirmou, no dia 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, que “a pobreza no Brasil tem face negra e feminina”. A declaração, feita em Salvador, destaca a necessidade de reforçar as políticas públicas de inclusão e as ações de saúde da mulher.
Em discurso, a presidenta explicou por que as políticas de transferência de renda têm foco nas mulheres, e não nos homens: elas “são incapazes de receber os rendimentos e gastar no bar da esquina”. Dilma realçou que, nos últimos anos, inverteu-se uma situação que perdurava no país, quando negros, índios e pobres corriam atrás do Estado em busca de assistência. Agora, o Estado é que vai em busca dessas populações, declarou.
Ao defender a necessidade de ações de combate à pobreza, a presidenta citou o Programa Brasil sem Miséria, cujo objetivo é retirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema. No discurso, ela destacou ainda a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, no ano passado, além da obrigatoriedade do ensino da história afro-brasileira nas escolas.
Dilma apontou também o fato de a data do evento coincidir com a da morte do líder negro Zumbi dos Palmares e com o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no domingo.
A presidenta ressaltou que, embora o País tenha a segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, a discriminação persiste: os afrodescendentes são os que mais sofrem com a pobreza e o desemprego. No discurso, além de lembrar o papel central do Continente Africano na política externa brasileira, Dilma enfatizou o fato de a América do Sul ser um dos continentes que mais crescem, apesar da crise financeira que começou em 2008. De acordo com a presidente, a adoção de políticas desenvolvimento do mercado interno pelos países sul-americanos tem sido uma barreira contra os efeitos da crise.
Fonte: Terra (com adaptações)
Assinar:
Postagens (Atom)










